Vida de expatriado

Desigualdade social na Alemanha

Uma das coisas que mais me intrigaram, desde que cheguei em Munique a mais ou menos 1,5 ano atrás, foi a quantidade de catadores idosos que via na rua. Aquilo era algo que contrastava com o que eu estava esperando encontrar na Alemanha. Principalmente por se tratar de alemães catadores e não refugiados ou imigrantes.

E foi aí que encontrei este texto no “The Local”. É fato que não me sinto satisfeita com a explicação, mas pelo menos já me deu um Norte de onde posso buscar esta resposta.

Fiz uma tradução do texto publicado no site de notícias deles (clique aqui para ver o original).

Adianto que todos os direitos do texto devem sem atribuídos aos seus devidos responsáveis e que a tradução do mesmo pode conter alguns erros. Sendo assim, recomendo a leitura do original para os que dominam o inglês. 

A desigualdade salarial na Alemanha de agora está no mesmo nível que um século atrás

 

O economista e Best Seller francês, Thomas Piketty, divulgou na sexta-feira um estudo sobre igualdade salarial em todo o mundo. Sua equipe encontrou salários na Alemanha tão desiguais quanto antes da Primeira Guerra Mundial.

Os top 10% da Alemanha ganham 40% da renda total, segundo o estudo.

“Esta proporção vem crescendo desde meados da década de 1990”, disse Charlotte Bartels, do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW), que estudou os dados alemães.

“Os 50 por cento inferiores perderam, significativamente, nos últimos anos em termos de  corte de sua renda. Na década de 1960, eles ganharam um terço do total, agora essa taxa caiu para 17% “, disse Bartels.

Mas ela também acrescentou que “se você incluir transferências sociais, que não são incluidas em dados sobre a renda antes dos impostos, os números para as pessoas com renda menores provavelmente são melhores”.

Enquanto isso, a porcentagem de ganhos globais levados para casa pelas classes médias permaneceu relativamente estável em 40% nas últimas seis décadas.

“Sobre tudo, a desigualdade salarial não é radicalmente inferior ou superior a um século atrás. Mas aumentou desde a virada do século”, disse Bartels.

O estudo descobriu que a desigualdade de renda cresceu em todo o mundo, com as diferenças mais dramáticas sendo observadas na América do Norte, China, Rússia e Índia. A Europa teve a menor proporção de renda nas mãos dos 10% mais ricos do mundo.

Os economistas dizem que a privatização da indústria tem sido o principal culpado pelo crescimento dessa desigualdade.

Através da venda de organizações públicas para mãos privadas, “os governos perderam sua capacidade de neutralizar a desigualdade”, escrevem os economistas.

 
 
 

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